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Curitiba, a capital do Brasil

A nossa cidade é conhecida por várias coisas: capital ecológica, cidade modelo, até mesmo cidade sorriso. Mas… Capital do Brasil? Não, isso não é um teste: Curitiba já foi a capital federal por incríveis três dias! E se você não acredita nisso, porque estudou durante os anos de escola que só Salvador, Rio de Janeiro e Brasília foram as cidades contempladas para serem a capital do Brasil, nós estamos aqui para te provar! Você está preparado? Porque o texto de hoje não está pra brincadeira! Mas, Vina, como que aconteceu esse rolê aí? Tudo começou no ano de 1968. Com a recente imposição do AI-5 (Ato Institucional nº 5), em dezembro daquele ano, a fase mais repressora da ditadura militar tinha acabado de começar 一 o que fez com que a população não ficasse nem um pouco satisfeita com isso. No entanto, alguns estados brasileiros eram a favor do governo vigente, como era o caso do Paraná. Com Omar Sabbag na prefeitura municipal e Paulo Pimentel no governo do estado, o fato de Curitiba ter se ...

Proposta de Fomento aos Técnicos na Lei Aldir Blanc

 - Apresentação da proposta em reunião do Conselho Estadual de Cultura do Paraná 

Opera the South American Way: The Case of Brazil and Gehad Hajar’s Pioneering Festival (Naxos Musicology)

by Mahima Macchione (Published on August 28, 2020) Brazil has its own way of doing opera. The number of festivals keeps increasing, and opera performances - whether full productions or recitals - are being offered by theatres and opera houses across the country. That’s not to say, though, that state and national politics don’t get in the way: as is often the case in Latin America, everything gets affected by a volatile political system, including the arts. And, yet, many of the top names in opera today come from this part of the world, so surely they must be getting something right? At the moment, Brazil seems to be doing especially well in building audiences, with a new festival created by the enterprising opera ‘impresario’ (and of course opera lover) Gehad Hajar, who is changing the cultural landscape of the southern state of Paraná with his unorthodox approach. He is indeed proof that it only takes one man with a vision to change the opera world, one opera buff at a time. Rio de Ja...

Classe artística pede regulamentação à lei de auxílio ao setor

Classe artística pede regulamentação à lei de auxílio ao setor por Claudia Krüger — publicado 13/08/2020 17h20 Audiência tratou da regulamentação de lei para auxílio emergencial ao setor cultural. (Foto: Reprodução YouTube/CMC) A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) promoveu, nesta quinta-feira (13), audiência pública virtual para discutir a regulamentação da lei federal 14.017/2020 , conhecida como Lei Aldir Blanc. O encontro foi promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Turismo e foi conduzida pelo vereador Marcos Vieira (PDT), integrante do colegiado. Segundo ele, é necessário atentar às demandas do segmento cultural, o qual movimenta grande parcela da economia brasileira. Toda a discussão pode ser conferida na íntegra, no canal da CMC no YouTube . Na oportunidade, debateram o assunto representantes da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e de entidades ligadas à cultura e aos trabalhadores da classe artística na cidade. A discussão girou em torno principalmente de como deve funci...

Proposta de Bolsa Cultura da Lei Aldir Blanc (Doação Civil)

  - Apresentação inicial ao Conselho Estadual de Cultura do Paraná - Seminário "Lei Aldir Blanc como Doação Civil" - Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Paraná - Audiência Pública da Câmara Municipal de Curitiba - Reunião do CONSEC que refutou a proposta - Falas de Gehad Hajar durante a Reunião do CONSEC que refutou a proposta

Nossas histórias com os negros. Experimente contá-las (José Carlos Fernandes)

 (...) A propósito, os estudos sobre os negros no Paraná, precisamente em Curitiba, avançam. São uma florada no meio do deserto. Põem para correr uma série de crenças bobinhas que nem vale a pena repetir. No mais, só para provocar, reforço que a capital paranaense tem uma santa negra, escrava forra, de nome Maria Bueno. Teve sociedades de negros anteriores ao 13 de Maio de 1888 – o que mostra que a coisa por aqui não era uma novelinha de época das seis, repleta de negros cabisbaixos, agradecidos à generosidade dos sinhozinhos libertários. Ponha-se na lista Enedina Marques – a primeira engenheira negra do país, e cuja biografia vira a cabeça de quem quer que se aproxime. Some-se o negro Joaquim da Costa Turíbio, um popular da cidade no final do século 19, tocador de matraca em procissões, alfabetizado, tema de estudos do árabe-brazuca Gehad Hajar. (...)  https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-carlos-fernandes/nossas-historias-com-os-negros-experimente-conta-las/

Festival de Ópera do Paraná recupera obra de Júlio Reis

  por Redação CONCERTO 31/10/2019 Trilha de navegação Compositor, pianista e maestro, Júlio Reis nasceu em 1863 em São Paulo e morreu em 1933 no Rio de Janeiro. Viveu, portanto, a passagem do século XIX para o século XX, contribuindo com uma linguagem bastante pessoal a um momento importante de transição na história da música e da arte brasileira. Entre os gêneros que praticou, a canção e a ópera tiveram grande importância. E esse universo será recuperado este mês no V Festival de Ópera do Paraná, que tem direção geral de Gehad Hajar e direção artística de Elena Mokhoukina Moreno.  Do compositor, serão apresentadas duas óperas:  Marília de Dirceu e Sóror Mariana , ambas nos dias 1° e 2 de novembro, no Teatro Londrina, em Curitiba, pelos artistas da Companhia Paranaense de Ópera.  A programação tem ainda duas outras óperas:  Cappella dei Signori , ópera sacra que será apresentada pelo Agrupamento Musical da Fundação Casa de Mateus, de Portugal, dirigido por Ricar...

A estreia de uma ópera centenária

Por Fernando Molica Na sexta, 1o de novembro, haverá a estreia de uma ópera composta há 108 anos. Depois de passar mais de um século encaixotada, 'Marília de Dirceu', de Julio Reis, será mostrada ao público na abertura da quinta edição do Festival de Ópera do Paraná, evento criado e conduzido por Gehad Hajar . No ano passado, o mesmo festival promoveu a estreia de 'Sóror Mariana', outra ópera de Julio Reis, composta em 1920. A apresentação dessas duas obras ilustra a dificuldade de tantos e tantos criadores - músicos, artistas de um modo geral -, que penam para fazer com que seus trabalhos sejam conhecidos pelo público. 'Sóror Mariana' - que será reapresentada este ano - é um caso exemplar. Ainda nos anos 1920, Julio Reis conseguiu que o Senado aprovasse uma verba destinada à montagem da ópera, ele morreu em 1933, sem conseguir que o dinheiro fosse liberado. Soube de histórias ligadas a JR por uma questão familiar - sou bisneto dele. Ao longo de muitos anos, aco...

Curitiba, uma cidade de testes | Gehad Hajar | TEDx

NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO - SATED-PR

  NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO   O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná - SATED-PR vem a público desagravar o colega e profissional Gehad Ismail Hajar, conselheiro estadual de cultura, em razão do lamentável episódio ocorrido, envolvendo o Secretário de Estado da Comunicação Social e da Cultura, João Evaristo Debiasi.   O fato refere-se à forma incisiva e deselegante com que o Secretário de Estado da Comunicação Social e da Cultura agiu com o profissional Gehad Ismail Hajar, atingindo diretamente e pessoalmente a imagem e exercício deste exímio profissional.   Gize-se que o fato ocorreu no transcurso da 7ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Cultura, em 30 de agosto de 2019. O Secretário de Estado em questão utilizou-se de autoritarismo e dirigismo para cercear o direito de fala e o exercício fiscalizador do conselheiro Gehad Hajar, que no colegiado ocupa uma cadeira eleita pela sociedade civil, através de voto popular ...

Tchaikovsky e O Lago dos Cisnes [Programa Balé Teatro Guaíra, 2018]

por Gehad Hajar A atividade de compor para balé era considerada, até o século XIX, um ofício para pequenos e desconhecidos compositores, pois a atração principal é o bailado, e não a música propriamente dita. Tchaikovsky, curiosamente, tornou-se célebre justamente pelas composições para balé, que iniciou já no final da carreira. A primeira foi justamente “O Lago dos Cisnes”, encomendado pelo Bolshoi, que só foi aceito pela necessidade financeira de Tchaikovsky e, também, pelo seu desejo de se aventurar pelo balé. Estudou os principais balés de então, especialmente “Gisele”, de Adolphe Adam (18013-1856), onde se encantou pelos leitmotivs (tema musical repetido frequentemente numa peça, associado a uma ideia ou a uma personagem) que passa a adotar neste balé e em seu próximo “A Bela Adormecida”. Aproveitou alguns temas musicais já escritos e utilizados em peças anteriores, como de sua ópera “Voyevoda” (Um Sonho no Volga), de 1869, reutilizado como o famoso Grand Adage do segundo ato des...

A Estreia, quase cem anos depois, de "SÓROR MARIANA"

Por Fernando Molica em 18 de outubro de 2018 Uma ótima e emocionante notícia. Composta em 1920, e inédita até hoje, a ópera ‘Sóror Mariana’, do meu bisavô Julio Reis será, enfim, encenada. A estreia mundial ocorrerá nos dias 9 e 10 de novembro, em Curitiba, durante o Festival de Ópera do Paraná. Em meu romance ‘O inventário de Julio Reis’ (Record) tratei da ópera, da ideia de JR de usar como libreto a peça do português Júlio Dantas, da doação para a montagem que recebeu do Congresso Nacional e da luta para liberar o dinheiro – a verba nunca saiu. O lançamento do livro, em 2012, despertou alguma curiosidade em torno de JR, o pianista Joao Bittencourt lançou um CD e fez concertos com músicas do compositor, outros artistas passaram a incluir peças de suas autoria em shows. O maestro José Antônio Branco Bernardes Bernardes incluiu o poema sinfônico ‘Vigília d`Armas’ em apresentações da Orquestra Sinfônica da UniRio. Há pouco mais de dois anos, recebi uma ligação do Gehad Hajar, diretor do ...

Imagina Curitiba capital do Brasil? Isso já aconteceu antes, mas só por três dias!

Capital ecológica, capital nerd, capital da cerveja artesanal. Ao longo dos seus 325 anos, Curitiba já recebeu rótulos de todos os tipos. O que poucos sabem, porém, é que a cidade já foi, em 1969, capital do Brasil. Foram apenas três dias – por motivos não muito lisonjeiros para a cidade –, que tiveram caráter mais simbólico do que prático. O fato ocorreu entre 24 e 26 de março de 1969. Era o início da fase mais repressora da ditadura, instaurada em 1964 com o golpe militar. Poucos meses antes, em dezembro de 1968, havia sido decretado o AI-5 (Ato Institucional nº 5) , que suspendia garantias individuais. A esposa do então presidente, o general Costa e Silva, era curitibana – o que contribuiu para a decisão da transferência da capital para Curitiba. O fator determinante foi o apoio paranaense ao regime. “Curitiba ter se tornado capital do Brasil foi algo mais propagandista. O prefeito daquele período, Omar Sabbag, e o governador do Paraná, Paulo Pimentel, apoiavam a ditadura”, explica ...

Curitiba já foi a capital do Brasil por três dias

Curitiba já foi a capital do Brasil por três dias Muito antes da Lava Jato, a cidade teve momentos de estrelato nacional em 1969, quando foi sede do Executivo federal. Mudança buscava fortalecer a imagem da ditadura no Paraná Capital ecológica,  capital nerd ,  capital da cerveja artesanal . Ao longo dos seus 325 anos, Curitiba já recebeu rótulos de todos os tipos. O que poucos sabem, porém, é que a cidade das araucárias já foi, em 1969, capital do Brasil. Foram apenas três dias – por motivos não muito lisonjeiros para a cidade –, que tiveram caráter mais simbólico do que prático. O fato ocorreu entre 24 e 26 de março de 1969. Era o início da fase mais repressora da ditadura, instaurada em 1964 com o golpe militar. Poucos meses antes, em dezembro de 1968, havia sido decretado o AI-5 (Ato Institucional nº 5) , que suspendia garantias individuais. A esposa do então presidente, o general Costa e Silva, era curitibana – o que contribuiu para a decisão da transferên...

Estátua de Tindiquera perpetua erro histórico grave, diz pesquisador

Por Giulia Fontes A estátua de Tindiquera, cacique que teria apontado aos portugueses o local onde nasceria o povoado de Curitiba, continua causando polêmica. No ano passado, a obra foi retirada da Vilinha do Bairro Alto e deslocada para a Praça Tiradentes, onde, de acordo com o prefeito Rafael Greca, poderia ser “melhor cuidada”. A medida gerou reclamações dos moradores do bairro. Agora, Greca resolveu devolver a estátua, feita por Elvo Benito Damo, ao seu lar original. No Centro,  um novo monumento foi instalado, representando o cacique com uma pinha e um lobo guará. Na opinião do pesquisador Gehad Hajar, entretanto, a estátua constitui um “erro histórico” que não deveria ser perpetuado pelas autoridades. “Os historiadores que vêm pesquisando as origens e a fundação de Curitiba já mostraram que esse índio nunca existiu. É uma lenda”, afirma. De acordo com ele, nem mesmo o nome do personagem é fidedigno. No idioma utilizado pelos indígenas à época, a palavra “tindiquera” ...

Rejeitada em 1879, opereta inédita de Chiquinha Gonzaga será encenada (Folha de São Paulo)

Rejeitada em 1879, opereta inédita de Chiquinha Gonzaga será encenada Acervo Edinha Diniz/Divulgação A compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) HELENA CARNIERI COLABORAÇÃO PARA A  FOLHA , EM CURITIBA 28/10/2017   02h00 Uma estranha coincidência liga o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) à compositora brasileira  Francisca Gonzaga (1847-1935), a Chiquinha Gonzaga . Ambos escreveram, no início da carreira, obras que se passam na noite de São João. Fracassaram por causa delas e só depois conseguiram atingir grande reconhecimento. No caso de Chiquinha, era uma comédia romântica e leve, "Festa de São João", opereta com 24 cenas rejeitada em 1879, quando escreveu o libreto. Mesmo depois do sucesso e da afirmação como compositora e maestrina, atividade mal vista à época para mulheres, a obra ficou engavetada até o restauro da partitura, em 2014. A estreia nos palcos desta peça inédita da compositora acontece neste sábado (28) em Curitiba, no 3º...

Obra de Chiquinha Gonzaga está no Festival de Ópera do Paraná

Confira este e mais destaques culturais da semana em Curitiba Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 27 de Outubro de 2017 às 06:39 Espetáculo em homenagem à artista será sábado (28), às 20h, no Guairinha - Kraw Penas A da opereta de Chiquinha Gonzaga, “Festa de São João”, de 1879, é destaque o 3º Festival de Ópera do Paraná, de começou no dia 20 e vai até sábado (29). É a estreia mundial da apresentação. “Uma mulher, transgressora, valente e criativa não teria o devido espaço para levar ao palco suas obras em pleno século 19. Esta opereta é uma jóia da música histórica brasileira que estamos ainda descobrindo”, disse Gehad Hajar, responsável pelo restauro da obra e também diretor-geral do festival. A terceira edição do Festival é com programação totalmente gratuita, com apresentação no Guairão, Guairinha, Miniauditório, Capela Santa Maria e Paço da Liberdade. São mais de 20 espetáculos e sete cursos, realizados em Curitiba e Ponta Grossa. Mais de 400 artistas e técnicos estão envolvidos no...